... Palavras. Não sei de onde vêm. Sei apenas que não sei, diz o clichê que é, por sua vez, um jeu de mots. O quanto de sinceridade há nessas palavras? Ora, que surpresa - não o sei também. Sei apenas que não são minhas... E que não têm dono. Chegam a mim por diferentes caminhos, mas não vindas de um dono. Elas são do mundo. Elas são o mundo.
Como as águas de um córrego que nunca passam duas vezes da mesma maneira pelo mesmo ponto. Palavras que não são também minhas, mas de quem seriam? Do mundo, penso. Circulam entre nós. São como o ar que respiramos; que nos sopra a vida. Inalamos as palavras para depois, lenta ou rapidamente as exalar de volta. Sempre as devolvemos. E elas... Bom, elas mudam conosco. Palavras são sempre mais ou menos viciadas. Carregadas de vírus, bactérias e germes, elas nos afetam. Nos animam ou debilitam. E nós, sempre melhores, mais alertas, as devolvemos. E de que forma podemos não devolver as palavras ao mundo? Existe quem consiga prender por muito tempo a respiração? Não. Nem as palavras ficam conosco muito tempo. Afinal, só na morte não há palavras. Na verdade, “morte” é a última palavra no dicionário da vida.
Mas que fique claro que estas palavras não são minhas. Quem seria eu para reclamar sua posse? Sou apenas uma palavra. Um substantivo, um “nome” próprio. Clamo apenas, a quem interessar possa, que saibam que as palavras tampouco são ou serão suas. Ou de quem as quiser. Não somos nós que entendemos as palavras, elas é que nos definem. E se há um quê de novidade nesta atual conjuntura, saibam: é o acontecimento de sua volta. Um retorno que foi lançado e jamais será de novo o mesmo. Não por escolha minha, mas por capricho das palavras. Que se um dia retornarem a mim, num breve alento de vida, já não serão as mesmas que lancei. Mas, enfim, sempre e apenas... Palavras...
Como as águas de um córrego que nunca passam duas vezes da mesma maneira pelo mesmo ponto. Palavras que não são também minhas, mas de quem seriam? Do mundo, penso. Circulam entre nós. São como o ar que respiramos; que nos sopra a vida. Inalamos as palavras para depois, lenta ou rapidamente as exalar de volta. Sempre as devolvemos. E elas... Bom, elas mudam conosco. Palavras são sempre mais ou menos viciadas. Carregadas de vírus, bactérias e germes, elas nos afetam. Nos animam ou debilitam. E nós, sempre melhores, mais alertas, as devolvemos. E de que forma podemos não devolver as palavras ao mundo? Existe quem consiga prender por muito tempo a respiração? Não. Nem as palavras ficam conosco muito tempo. Afinal, só na morte não há palavras. Na verdade, “morte” é a última palavra no dicionário da vida.
Mas que fique claro que estas palavras não são minhas. Quem seria eu para reclamar sua posse? Sou apenas uma palavra. Um substantivo, um “nome” próprio. Clamo apenas, a quem interessar possa, que saibam que as palavras tampouco são ou serão suas. Ou de quem as quiser. Não somos nós que entendemos as palavras, elas é que nos definem. E se há um quê de novidade nesta atual conjuntura, saibam: é o acontecimento de sua volta. Um retorno que foi lançado e jamais será de novo o mesmo. Não por escolha minha, mas por capricho das palavras. Que se um dia retornarem a mim, num breve alento de vida, já não serão as mesmas que lancei. Mas, enfim, sempre e apenas... Palavras...
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